O amor é complicado ou nós é que complicamos? Parece-me pertinente colocar esta questão numa fase em que percebo que por vezes é tão simples ser feliz, pelo menos no que diz respeito a este assunto, mas insistimos, incessantemente, em colocar questões e mais questões, entraves e mais entraves, e no fim, acabamos, quiçá, por adiar a nossa felicidade ou até mesmo perdê-la. 
Sim, é verdade que cada caso é um caso, mas acredito piamente que lá no fundo sabemos quando encontramos a pessoa certa. E não, a pessoa certa não é a pessoa perfeita, nem nunca será. Não existem pessoas perfeitas e consequentemente não existem relacionamentos perfeitos. O segredo está em aceitar e compreender os defeitos do outro, saber compreender que o ser humano não acorda todos os dias bem disposto e que acima de tudo este também erra. 

Questiono ainda porque é que tantas vezes temos a sorte de ter alguém que nos ama e trata bem, e mesmo assim não sabermos dar valor a tudo isso, deixando que dúvidas ou pequenas palavras e acções ditem, muitas vezes, o futuro de uma relação que tudo tem para dar certo mas que, sabe-se lá bem porquê, na nossa cabeça não é tão perfeita como achávamos que seria. Considero normal, por vezes, achar que há algo melhor para nós, e por vezes isso é realmente verdade. Não acho é normal por vezes desistirmos ao primeiro obstáculo ou à primeira mínima coisinha que nos faz pensar "não foi isto que eu esperava". Se calhar o problema está nas expectativas que criámos, nas fantasias que idealizamos, no homem (ou mulher) que na nossa mente criámos. 
O amor pode ser cego, sim, mas muitas vezes nós é que fechamos os olhos ao amor, complicando o descomplicado, vendo coisas onde elas não existem ou simplesmente tendo (tanto) medo de sofrer ou perder quem tanto amamos que acabamos por reagir de forma impulsiva e (tantas vezes) incorrecta.
Decidi divagar sobre o amor pois estou cercada dele, no bom sentido mas também no sentido mais irritante da palavra. 
Não me vou pôr aqui a divagar sobre o que é fundamental existir numa relação para que esta funcione, pois em matéria de amor, digam o que disserem, ninguém é perito. Podemos ter a sorte de encontrar alguém que olhe para a relação da mesma forma que nós, o que facilita imenso as coisas. Mas infelizmente nem sempre é assim, já que por vezes apesar de o sentimento ser mútuo isso parece não facilitar muito as coisas devido a personalidades distintas e essencialmente na dificuldade de compreender essas mesmas diferenças. Mas, acreditem, colocarmo-nos no lugar do outro é mais simples do que parece. E difícil não é, também, termos amor próprio e mentalizarmo-nos que não há amor no mundo que o possa substituir. Viver para alguém é algo que soa sempre muito bem, mas não pode ser levado à letra. Podemos sim fazer tudo por alguém, pensar sempre em alguém, querer sempre estar com esse alguém...com peso e medida, e sem nunca esquecer que em qualquer relação que tenhamos um dos "intervenientes" seremos sempre nós próprios. Afinal de contas, de que adianta amar alguém incondicionalmente se isso significar por parte de nós de lado?
Em jeito de conclusão, e porque isto parece já não ter muita lógica, temos  de parar de tentar encontrar a perfeição ou pensar somente que ela existe, porque isso é surreal, principalmente no que diz respeito ao amor. Ter os pés bem assentes no chão, cometer as loucuras devidas, parar de pensar demasiado e simplesmente viver o que de melhor o (danado do) amor tem para nos oferecer parece-me ser o mais acertado, e não é (assim) tão difícil como muitos querem fazer crer!

(não sei bem se isto tem lógica ou não, textualmente e a nível de conteúdo, mas honestamente não me preocupei muito, escrevi e pronto.)