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8.03.2012

Quando for grande quero ser...pequena outra vez!



Isto de ter 22 anos até que não é mau de todo mas às vezes penso "Ai, como era bom ser criança". Felizmente tive uma infância feliz, repleta de cassetes com os filmes da Disney, jogos de tabuleiro e tombos de bicicleta. Não me posso queixar, e por isso mesmo é que às vezes penso na estupidez que é querermos crescer a todo o custo. Primeiro queremos chegar aos 16 anos, e quando os alcançamos só pensamos nos 18. E aqui começa o reboliço. Não que não tenha gostado dos meus 18, muito pelo contrário, mas quer tenhamos ou não mentalidade e maturidade adequadas, tornamo-nos adultos, quer queiramos quer não.
No início parece tudo muito bonito, mas depois surgem pequenas coisas que gostamos e outras que nos assustam um bocadinho. 
A responsabilidade é uma delas. Não que não o tenha sido durante toda a minha vida, mas quando somos adultos temos a necessidade - ou obrigação - de nos virarmos sozinhos. Muitas vezes somos lançados aos lobos. Notei tudo isto quando fui estudar para fora completamente sozinha. Uma cidade nova, pessoas novas, família e amigos longe e toda a burocracia que isto envolveu, desde cuidar da casa, cozinhar, tratar da papelada, pagar as contas e ainda ter de ter tempo para estudar.
Claro que tudo isto me tornou bastante independente mas foi uma mudança e tanto. Começamos a dar mais valor ao desempenho dos nossos pais, a fazer contas à vida, enfim... toda uma data de coisas que as reviravoltas da vida nos ensinam.
E depois vem o emprego... Tive a sorte de conseguir um estágio profissional e não poderia estar mais radiante. Mas isto de acordar todos os dias às 8 da manhã, entrar às nove e sair às 17h30 tem muito que se lhe diga. E ao olhar para esta "rotina quotidiana" percebo o quanto a minha vida mudou - e ainda vai mudar. E depois penso no quão bom era ser criança, porque apesar de não parecer éramos bem mais livres nessa altura do que em qualquer outra. 

1 comment

  1. Adorei o texto, não podia concordar mais! Também sempre fui assim, a ansiar por ter 14, depois 16, e agora nos 18, quase 19, me apercebo como é bom sermos mais novos, longe de toda a responsabilidade que a vida adulta envolve.
    Querida, queria aproveitar por te dar os parabéns pelos cabeçalhos que crias, ficam super bem!*

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