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Pois bem, no formspring.me deixaram a seguinte sugestão: devias fazer passatempos no teu blog.
Não achei a ideia má de todo mas que tipo de passatempos poderei eu fazer no Bacafuzadas? E se fizer, que prémios posso oferecer (sim, é que não tenho muito dinheiro para gastar comigo muito menos com outras pessoas, somente se fosse algo simbólico).

Bem, apenas peço que deixem aqui as vossas sugestões.

Beijinhos com sabor a salsa.
Yummy!

O Double Cheese mudou de casa.
A sua nova habitação está em pleasedoublecheese.blogspot.com

Pretty Woman


O tema surgiu durante aquela que parecia ser mais uma conversa típica de MSN.
Bastou ela ter dito "Não me entendo, não sei porque me acho feia" para eu parar para pensar no assunto.
Porque têm as mulheres uma certa tendência para se acharem feias, inferiores a esta ou aquela mulheres; uma certa tendência para nos menosprezarmos e sermos complexadas?

Talvez a mulher já nasça com este bichinho mas na minha opinião tudo isto é resultado de uma sociedade onde a imagem conta e dos gostos da mulher. Não entenderam esta última parte? Passo a explicar. A maioria das mulheres gosta de homens (claro!!), maquilhagem e moda. Andamos sempre a par das últimas tendências, adoramos ver montras (onde acabamos sempre por ver coisas que amamos mas por esta ou aquela razão não podemos comprar), passar o dia no shopping e, chegando ao ponto fulcral da questão, ver programas, revistas e até sites ou blogs de moda onde surgem mulheres lindas ou simplesmente vistosas devido às lindas roupas que usam.
Aqui nasce o problema. Aqui surge o descontentamente. Ao vermos aquelas belezas pensámos "ai quem me dera ter aquele vestido" mesmo que o nosso orçamento não dê para muitos gastos. E se por acaso compramos o tal vestido, num outro local surge um outro que passámos a gostar ainda mais do que aquele que recentemente compramos. Já para não falar das excelentes maquilhagens e penteados que as tornam seres quase perfeitos.

Tudo isto nos faz pensar "ela é linda" e sem queres muitas vezes pensamos " gostava de ser linda", o que acaba por ser uma grande parvoíce uma vez que todas nós somos bonitas à nossa própria maneira. Por favor, não vamos ser umas marionetas, todas iguais, sem personalidade.

E digo mais. Ultimamente tenho-me sentido linda ainda que perca menos tempo a escolher o que vestir, ainda que acorde e pense 'O que vou vestir? Oh qualquer coisa serve'. Até mesmo quando acordo toda despenteada e com uma borbulha me sinto bonita. O segredo está no facto de ter percebido que sou assim e não quero mudar e ainda porque sei que sou bonita para alguém, e basta.

NOTA

GOGOL BORDELLO no ALIVE ? Tenho as pernas a tremer de tanta euforia :o
O pior é que não sei se vou conseguir ir :S

Pontos de Interroga-salsa - RESPONDIDO

Bem, é só para dizer que respondi às questões colocadas no formspring.me.
Demorei um bocado mas sou sincera, nunca pensei que realmente colocassem lá questões :)
Agora estarei mais atenta.

Beijinhos com sabor a salsa

O meu nome não é...

O meu nome não é Joana, Ana, Mariana ou Liliana, mas bem que podia ser. Não é Carina nem Cristina e muito menos Felismina ou Zumbelina.
Não me chamo Rita nem Carlota, Maria, Francisca, Diana ou Lara.
Tenho um nome vulgar. Corrijo. Mais vulgar que muitos, menos vulgar que outros. Não venero o meu, nem sequer o adoro. Gosto dele, força do hábito. Nunca o amei mas também nunca o ameacei com um 'risco por cim'.
Chamo-me Daniela. Isso mesmo, Da-ni-e-la. Prazer!
Já sofri com este nome por este rimar com infinitas coisas terminadas em 'ela' como por exemplo panela ou até mesmo canela.
Não, não é um nome fabuloso, nem sequer soa esplendorosamente bem.
Vivi com um nome que me foi dado e ao qual me habituei durante dezoito anos. O conformismo pode ser algo terrível.
Decidi mudar e criar uma 'nova identidade'.
Acrescentei Salsa - a minha mãe sempre disse que um pouco de tempero torna tudo melhor. Não me perguntei porque escolhi salsa; talvez tenha sido por gostar dela: é verde, fresca e sabe bem. Além disso, adoro bolinhos de bacalhau com salsa. Ah, e tremoços com salsa.

Assim, passei a ter um nome que gosto, que é estranho e engraçado, que soa bem e me encaixa que nem uma luva. Um nome que muitos já associam a mim só de ouvir.
Agora resta-me corroborar a ideia de que as mães têm quase sempre razão.

E bendito seja o tempero do quintal da minha avó.
Acho um piadão enorme a este homem.

Escuridão


photo: tamaralichtenstein.com

- Ás vezes, antes de adormecer, fico simplesmente deitado na cama a olhar para o escuro.
Tentei fazer o mesmo mas parecia tão ridículo. Olhar para o escuro. Como se olha para o escuro se nada se vê? Como podemos olhar para algo se não conseguimos focar nada e tudo parece igual?

- Oh, que raio de estupidez!

Dias depois, sozinha na cama onde o único bafo quente que se fazia sentir era o meu, tornou-se quase impossível adormecer. E instintivamente, deitada de barriga para cima, fiquei a apreciar o escuro enquanto lentamente os meus olhos se cerravam.

Eish, que saudades


Daniela Salsa & Daniela Esteves

QUEM GOSTARIAS DE VER EM PDC10?

Há uma data de nomes que amava ver no cartaz de PDC10, principalmente MGTM. E vocês? Dos nomes que proponho, quem gostariam de ver em Paredes de Coura este ano?

(as votações podem ser feitas aqui no ladinho direito :P)

Torradas


(aqui estão algumas 'torradas' de qualidade')

As torradas são como as pessoas, de certa forma, claro! Quando pensamos nelas são sempre boas, deliciosas, irresistíveis,
de qualidade. Mas quando vamos a um café e as pedimos nunca sabemos o que esperar. Podem ser feitas de pão já velho e ficam sem sabor, ou seja, não valem nada. Podem ainda ter pouca manteiga, serem secas e quase não passarem na garganta. Se tiverem manteiga a mais…é como diz a minha avózinha: o que é demais é erro.
No entanto podem estar simplesmente perfeitas. Mas quantas vezes estão realmente do nosso agrado? Sim, há muitas que são boas, tal como muitas pessoas que conhecemos. Mas primeiro que encontremos a nossa torrada perfeita é um dia de juízo. E quando encontramos ficamos viciados e queremos sempre mais. Mas mesmo essa torrada perfeita um dia começa a ter defeitos, começamos a conhecer a torrada, como é feita. E aqui, das duas uma: ou desistimos e procuramos outra torrada que nos agrade ou simplesmente aceitamos a torrada tal como ela é pois se hoje não está tão boa não quer dizer que não continue a ser perfeita.
Eu já encontrei a minha torrada perfeita. E tu?

Rope Braid Hair




Hoje experimentei fazer o chamado "Rope Braid Hair" que é nada mais nada menos que uma trança que toma quase a forma de uma corda e se enrola na cabeça. Foi mesmo muito simples de fazer e ficou mesmo fofinho. O engraçado veio umas horas depois quando tirei o penteado e o meu cabelo ficou com uma permanente amadora :)

Pressinto que em Março muito vai mudar.

Circle Birth

Photobucket
(atrás: Henrique Antunes, André Pepe e Gonçalo Costa. frente: António Arantes e Pedro de Matos)

Sábado (ontem), 20 de Fevereiro de 2010, 6 dias após o ranhoso dia dos namorados onde muitos casais oferecem prendas porque é um dia onde as montras estão cheias de corações e peluches que dizem 'Amo-te' e cuja única utilidade que têm é chularem dinheiro a quem estupidamente os compra.

Mas falando de coisas bem mais interessantes. Fui a Braga movida pela fotografia mas verdade seja dita que nem a minha paixão pelos flashes me reduziram o sono que tinha. Acordar às 8h30 não é para mim.
Não, não tirem fotografias a pássaros, flores ou monumentos. Quer dizer, este último depende do contexto onde é aplicado e deixo ao vosso critério. Fui, nem mais nem menos, fotografar a banda do meu primo, Circle Birth.

Sem grande palavreado, são uma banda jovem constituída por rapazes saudáveis, ou que pelo menos aparentam ter as vacinas em dia, originais e criativos numa sonoridade experimental e progressiva de rock/metal que recentemente se encontram a gravar um EP.

Podem ouvir estes cinco rapazes no seu myspace oficial: www.myspace.com/circlebirthband

Só uma coisa...


vou pintar o cabelo desta cor. é adorável :)
(clicar para aumentar)

Vou comprar o máximo que conseguir destas peças da minha querida H&M ou eu não me chamo Daniela Salsa.

ps- estou completamente apaixonada por estas peças nada caras; estou quase a fazer anos; (dica percebida?)



A gordura é formosura. Aqui esta frase é muito bem aplicada. Quero ir ao alive. ARGH!

Ninguém leva a mal




Foi tudo muito engraçado. Há muito tempo que não me divertia tanto no carnaval. Dancei, bebi em imensas barracas de curso sem gastar um único cêntimo e conheci montes de gente cujos nomes já nem me lembro. O pior foi ter perdido uma tarde a fazer a minha querida tocha que dava luz para chegar à entrada do recinto e me dizerem que tinha de remover a lanterna pois esta constituía uma ameaça para a segurança de todos. Levei a mal, mesmo sendo carnaval. Odiei mas nada pude fazer. Restou-me afogar as mágoas em litros de alegria e imensos amigos bem disfarçados :)


Mais tarde vão perceber a razão deste post :)
Pois bem, como se estava à espera quem ganhou o programa que acompanhou os portugueses durante estes últimos tempos foi o Filipe. Adoro a voz dele. Aliás, adoro vozes roucas. E isto fez-me pensar que em três edições do Ídolos os vencedores foram:
1º HOMENS
2º VOZES ROUCAS
3º ERAM TODOS MAGRITOS

Além disso têm todos o mesmo estilo, principalmente o Sérgio, vencedor da segunda edição e o Filipe visto que o que os caracteriza é o cachecol no pescoço.
Bem, agora é só lágrimazinhas. Ponto positivo: cantou Ornatos. Sem dúvida que não podia acabar melhor.
Pois bem, arranjei fatiota para o Carnaval. Encontro-me semi-empolgada por agora.
Para já é segredo. Não gosto de estragar a surpresa. Mal posso esperar para ver o resto do pessoal e tirar montes de fotos cómicas.
Mas a vida não é um mar de rosas. É tudo muito bonito mas tenho um trabalho para fazer e nada onde possa agarrar para começar a fazê-lo.
Vou tentar safar-me. Ai, ai!

Actualizações III

Este ano apetecia-me festejar o Carnaval, arranjar uma fatiota e divertir-me. Tive inúmeras ideias para máscaras e já sabia como fazê-las, mas sabem que mais? Já não me apetece festejar o Carnaval por duas razões. Primeiro ainda não arranjei nem fiz fatiota e segundo porque no dia seguinte tenho aulas às 8 da manhã e não queria mesmo (voltar a) faltar.
Sim, é porque este ano só temos direito ao feriado, nada de três dias de descanso. Afirmo, deste modo, que não percebo patavina do que anda na cabeça de certas pessoas neste mundinho. Eram só dois dias que ofereciam aos sempre empenhados estudantes. Cof, cof!
Bem, são 17h03 e ainda estou na cama. Vou mas é dar que fazer ao corpinho, limpar o que tenho a limpar, tomar banhoca e vestir-me, fazer a malinha para amanhã ir para a minha adorada casa tudo porque falta pouquinho para ir jantar ao Mc e ir ao Lidl comprar um pacote de oreo para, mais tarde, mergulhar no leitinho quente. Yummy!
Já agora. Sei que não tenho dito coisas lá muito jeitosas mas não ando com muita paciência.
Vou bacafuzar. Cya*

Actualizações II

Ora bem.. depois desta aula de Imprensa, Rádio e Televisão fiquei ainda com mais pica para começar a trabalhar. É estranho e sei que quando começar vou implorar para parar mas sinto-me muito muito entusiasmada.
Além disso começo hoje uma nova etapa. Vou criar um novo blog. Claro que o bacafuzadas não vai deixar de existir, isto é quase uma segunda casa, mas terei de criar um para exercitar, para escrever as minhas próprias notícias, crónicas e artigos de opinião. Uma coisa mais séria e não tão vaga. Além disso, vou manter-me sempre em cima do acontecimento e arranjar inúmeros contactos. Já tenho alguns mas ainda não são suficientes. Nunca serão.
Vou criar uma agenda ao qual darei o nome de agenda jornalistica. Será muito útil por sinal e andará sempre comigo.
Ser jornalista é estar no sitio onde as coisas acontecem, como disse prof Simão. Assim será.

Actualizações

Ontem foi o primeiro dia de aulas do segundo semestre, pelo menos para mim. Pensei que seria chegar lá e pouco fazer. Estava enganada.
Primeiro uma reunião para nos envolvermos em novos projectos de rádio, televisão e penso que entre outros. Não tenho a certeza pois aquilo começava às 14h e só lá pus os pés às 15h. Inscrevi-me na rádio juntamente com a Maria. Tencionamos fazer um programa simples mas de boa qualidade onde sejam abordados diversos temas. Vamos lá ver o que sai das nossas mentes em concreto.
Posteriormente conhecemos um novo professor que parece um daqueles avôzinhos queridos que vê-mos em filmes e novelas. O problema é que fala mesmo suuuuper baixo e como em um timbre bastante bonito dá vontade de adormecer enquanto ficamos a ouvir a sua voz melodiosa. Além disso a disciplina dele consiste em fonética. Parece que existe uma 'linguagem fonética' onde através de símbolos escrevemos o som das palavras. E...teremos de saber aquilo de cor e salteado.
De seguida, Imprensa, Rádio e Televisão onde os temas abordados parecem ser muito interessantes. Mas a má noticia rapidamente chegou. Nada de frequência. Seremos avaliados por notícias de imprensa, notícias de rádio, uma reportagem em formato vídeo, uma tertúlia também em vídeo e os micro trabalhos que são feitos de aula para aula.
Já estamos a fazer um sobre 'o que é ser jornalista', imaginem só. Mas apesar de saber que será uma disciplina bastante exigente e stressante, fiquei bastante empolgada pois a minha futura vida, espero eu, será também ela exigente e stressante.
Já iniciei o meu primeiro trabalho e para tal estou a colocar a questão base a diversos jornalistas, uns mais conhecidos que outros mas todos eles bons profissionais.
José Rodrigues dos Santos foi o primeiro a responder. Fiquei perplexa a olhar para o email pois pensei que não seria tão rápido a responder. Demorou dez minutos a enviar a resposta desde que lhe enviei a pergunta. Acho que já começo a ter os meus 'contactos', característa fundamental do jornalista. yey!
O próximo passo é enviar a jornalistas do Público.
E por falar em Público, o meu querido Luís Soares começou ontem a trabalhar no magnífico suplemento de artes do Público, o Ipsilon. Esta sexta-feira terei oportunidade de ler, como tantas outras pessoas, os seus viciantes artigos. Sim, viciantes, sei do que falo. Adoro a escrita dele e aposto que tal como eu, se lerem, vão adorar. Também ele fará parte do meu trabalho, o que será um prazer.
Sigam o meu conselho, comprem o Público na sexta e leiam o Ipsilon. Não se vão arrepender. Ah, e se gostam de ler coisas mesmo interessantes aconselho o seu blog:

Vou para as aulas, cya!
Reparei agora que a minha vida parou durante 4 dias, literalmente. E no entanto, nessa pequena vida parada tanto aconteceu. Simples, intensa. Definição breve mas apropriada. Perfeita! Pára novamente. Pára!

"
I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine."
Ian Curtis



Francisco Silva, 30 anos, sonhador.
Gosta de apanhar sol na velha varanda das traseiras de sua casa, onde já muitas vezes ficou vermelho como um tomate, comer pasteis de Belém e bolas de Berlim.
Não gosta do cheiro a terra molhada e a gasolina, a chuva forte que se faz sentir quando não tem guarda-chuva e as novelas que a sua mãe vê enquanto faz roupinha de lã para as crianças do orfanato.

15 de Junho de 1988. 16 horas e 16 minutos. Aqui, algures neste enorme parque de diversões, uma pequena criança que se encontra definitivamente na fase de mudança dos dentes come algodão doce cor-de-rosa, afirmando que é melhor que o branco quando o sabor é o mesmo.
No outro lado da cidade, um homem recostado no mais velho banco de um jardim localizado na periferia lê pequenos excertos de um livro de capa desgastada e pequenas anotações escritas a lápis que indicam certas frases dignas de atenção.
"Mensagem", é o que se lê na capa amarelada. 15 de Junho de 1988, 100 anos e dois dias após do nascimento de Fernando Pessoa, o homem que permanece sentado numa pequena mesa do café Brasileira, na rua Garret da capital.
O relato do futebol ouve-se num outro ponto. Não sei qual é o jogo, não ligo muito a isso. Alguém marcou golo e se digo isto não foi por prestar atenção à voz familiar que se fazia ouvir através do velho philips dos anos 50 mas sim pela habitual reacção dos típicos homens de tasca, que as tardes passam ali enfiados, com as cartas, o vinho e as conversas do costume. O philips...Que bonito rádio. Modelo Sagitta como o do bisavô paterno da minha adorada mãe.
E aqui está o sol já a dizer adeus enquanto guardo o pião e o cordel no bolso do casaco remendado. Deu-me vontade de reviver os tempos perdidos. Apeteceu-me prestar atenção.

Foge Foge Bandido

Olá - disse ele da forma mais entusiasmada possível de ser demonstrada.
Ah..olá! - respondeu friamente aquela que já há muito tempo ocupa o seu coração, a sua mente, os seus sonhos enquanto olhou por breves segundos para o doce rapaz de blusão azul.

Mas que fiz eu de errado? - questionou-se - Tem sido sempre assim desde aquela estranha tarde em que fomos apresentados pelo meu irmão mais velho.

Caminhou até casa sempre matutando no mesmo, ainda que o tempo gasto na procura de respostas para tão frias reacções por parte dela fosse, definitivamente, tempo muito mal gasto.
Em frente à simplória casa pintada com um fresco branco, onde já são notórias as marcas da infinita passagem das folhas do calendário, e após ter visto a correspondência, que rapidamente se mostrou inexistente, na caixa de correio encarnada, procurou as chaves de casa.
Estas, que demoraram a ser encontradas devido à visível confusão em que a mochila desgastada se encontra, estão unidas por um pequeno porta-chaves que contém uma estrela do mar, encontrada há uns belos anos atrás pelo seu falecido avô Joaquim numa praia algures no Norte do país.

Abriu a porta, pousou a mochila e subiu apressadamente as escadas evitando falar com a sua mãe que no momento da sua chegada estava no hall de entrada, junto a uma mesa redonda, a falar ao telefone sobre um determinado assunto relacionado com a sua modesta loja na baixa de Coimbra.

- Dê-me um segundo, por favor. - pousou o telefone - Luís! Luís.....LUÍS!!
Uma pequena voz quase abafada respondeu de modo breve:
-Mãe...agora não!

Fechou a porta do quarto. Não a trancou pois sabia que ninguém iria invadir o seu pequeno espaço sem a sua autorização, fosse qual fosse o motivo.
Ligou o seu computador, aquele que era do seu irmão mais velho. Não sei porquê, mas existe uma certa tendência para os irmão mais novos ficaram sempre com os ditos restos. Mas ele não se importava.
Abriu um página web e nela inseriu um estranho endereço. A página abriu. O conteúdo assemelhava-se a um blog mas nunca cheguei a confirmar esta minha suposição. Com certeza, apenas posso enunciar as palavras que naquele pequeno texto se podiam ler.

"Hoje foi o fim? Hoje foi o início? Acabou ou começou, não sei. Mas sinceramente tanto faz...apenas quero é continuar"

Malas e malinhas


As malas constituem uma questão desconcertante e porquê? Bastante simples. A rapariga/mulher que nunca reparou que os homens conseguem sempre levar montes de coisas, essenciais ou não, num espaço muito mais minúsculo do que é possível imaginar levante a mão.

Comecei a questionar tal facto no meu 9º ano quando para as aulas de educação física os rapazes levavam uma amostra de saco de desporto, que media pouco mais de 20 cm.
Imóvel, perguntava a mim mesma se, de facto, eles traziam tudo o que era fundamental visto que eu apenas levava o equipamento, a toalha, os chinelos, o champô e gel de banho e era extremamente necessário levar um saco bem maiorzinho que o deles.
Um dia, em frente ao pavilhão desportivo, pedi a um amigo meu para me mostrar o que trazia no saco e efectivamente tinha tudo o que eu levava, nem mais, nem menos.

Recentemente a mesma questão assombrou-me quando reparei na quantidade de roupa, calçado , entre outras coisas, que cabiam numa pequena mala de viagem de um rapaz. Tudo isto me parece humanamente impossível mas os meus olhos são como o algodão, não enganam.
Acho que nunca vou entender esta maravilhosa capacidade dos homens mas podemos simplesmente justificar tal acontecimento com uma estúpida analogia. O sexo masculino já nasceu com aptidão para colocar grandes coisas em espaços apertados. Ainda que tal não se aplique a todos os casos.

Faltam poucos dias para voltar para Vila Real e não podia estar mais ansiosa. Antes não compreendia a derradeira vontade de estar com determinada pessoa, a cara metade, a alma gémea, o nosso companheiro, o que quiserem. Agora entendo. E nunca pensei que fosse tão agradável 'ter trela' como muita gente diz, se bem que não entendo porque dizem tal coisa, nada mudou, somente aumentou o bom estado de espírito sem ter bebido 'pleno'. Talvez nem toda a gente tenha a minha sorte. Talvez muitos relacionamentos sejam como o meu, saudável. Devo ainda dizer que finalmente tenho o meu 'mac bookzinho' e estou a adorar conhecê-lo (:
Já agora, tenho de me esforçar por escrever mais e diferente, e por postar mais fotografias pois se as meter aqui quer dizer que as tirei, coisa que ultimamente não tenho feito muito.
Au Revoir*

"Um velho sentado num jardim"


Está a dar uma reportagem na Sic cujo nome é "Este país não é para velhos". Fiquei especialmente sensibilizada com uma parte da história do senhor que dá vida à reportagem. Há uns anos atrás era jivem e como qualquer jovem tinha um sonho. conhecer Lisboa e lá aprender uma profissão para 'largar a enchada". Sem meio de transporte disponível para o levar, foi a pé. Caminhou durante meses, parando por vezes em quintas, trocando o seu trabalho por comida.

Isto tocou-me porque a imagem actual deste senhor é com a enchada na mão, coisa que ela não queria.

E claro, depois há as pequenas palavras que lhe vão saindo pela boca que tocam. Teve 4 filhos, duas raparigas e dois rapazes; um deles já morreu. Quando confrontado com a pergunta da jornalista, que passo a citar "Qual é a ligação com os seus filhos?", a resposta deste velho homem foi apenas "Nenhuma", simultâneamente batendo com as mãos no joelho em jeito de revolta e tristeza. E acrescentou que o pior são as saudades dos netos, principalmente dos mais pequenos.

Como tantos outros idosos no nosso país, este homem viveu para a família e acabou por não receber nada em troca. Hoje está num lar, convivendo apenas com tantos outros idosos que se calhar se encontram na mesma situação que ele. Acho injusto, apenas isso.

Elliot: I'll believe in you all my life.

E.T.: Come...
Elliot: Stay...
E.T.: Ouch.
Elliot: Ouch.
E.T.: I'll... be... right... here.
Elliot: ...bye.

E.T.: Be good.
E.T.: [touching heart, about to leave] Ouuuuch!
OLÁ FEVEREIRO
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