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6.13.2010

David Fonseca no Coliseu do Porto - parte 3

Antes do Concerto:

Aproximava-se a hora do concerto. Fomos para um dos camarotes laterais para ver como se via mas acabamos por não ficar lá. A Isabel decidiu ir para o centro, mesmo à frente do palco, pois lá se encontrava o pessoal do fórum do David Fonseca. Eu preferi apreciar o concerto mais no meio. Fiquei sozinha durante o concerto? Não. Conheci um pessoal de uma forma esquisita durante o concerto e vi-o junto a eles, enquanto dançávamos em sintonia. Foi mesmo divertido. Claro está que também aproveitava sozinha por vezes. É sempre bom. Eu pelo menos adoro.
Estava eu a apreciar as pessoas que me rodeavam quando oiço a música dos Queen que marca o início de cada concerto do David nesta tour.

O Concerto:
A voz do David soava na sala e a multidão aplaudia, eufórica.

"I want to break free. I want to break, break, freeeeeeee". Até consigo ouvir a voz do David na minha cabeça.

Começa o concerto com a música "Walk Away When You're Winning" enquanto a cortina semi-transparente que se encontrava a tapar o palco cai, em sintonia com a música. Foi lindo!
De seguida, "Owner Of Her Heart" com direito a um saxofonista.
O concerto ainda mal começou mas o público já delira. É mesmo giro apreciar as pessoas durante o concerto. Se nunca o fizeram aconselho vivamente.
O David entra na cabine telefónica bem ao estilo de Clark Kent e começa a cantar "Everybody's Got to Learn Sometime" dos The Korgis, somente como introdução à música "A Cry 4 Love". Adoro esta música principalmente devido às boas recordações que me traz do dia da gravação do videoclip. É o elo de ligação entre todos os que lá estiveram e acho que tal como eu, pensam nesse dia quando a ouvem.

Começa a soar a "Morning Tide" que sem dúvida alguma dá vontade de dançar até à pessoa mais enfadonha do planeta. E eu aí dancei, dancei, dancei não por ser enfadonha, claro, mas porque a sonoridade desta música é mesmo convidativa e parece que não consigo controlar o corpo. Este ganha vida própria.

De seguida, "Kiss Me, oh Kiss Me". Pensei imediatamente no Fábio, o meu namorado. Não pelo nome da música mas sim porque é das poucas que ele cantarola lá em casa :)

"Time After Time" a introduzir da melhor forma a "Someone That Cannot Love" e logo a seguir "Gelado de Verão" dos Humanos, música que a minha mãe adorava ouvir nos concertos do Sr. David. Foi um belo regresso ao passado, sem dúvida alguma.
Um dos pontos altos deu-se depois da música em português: "Our Hearts Will Beat as One", uma das minhas músicas preferidas do Sr. David devido aos ritmos frenéticos.

Entramos novamente na máquina do tempo O David começa a dizer que vai cantar uma música que o marcou muito em 1998, uma música que faz parte da vida dele desde essa altura e começa a tocar os acordes da "Borrow" dos Silence 4. Ora, quem já viu sabe que não é essa música que vai cantar e aprecia a reacção daqueles que nunca viram, que ficam eufóricos por pensarem que vão ouvir a "Borrow".
Mas a verdade, é que ao som dos acordes da "Borrow", o David canta, nada mais nada menos que a música "The Roof is on Fire". Tudo se ri, é inevitável.
Esta música introduz a "Stop 4 a Minute", música com um vídeo inusitado que acompanhou o vídeo com o qual ganhei a oportunidade de ser assistente neste mesmo concerto.
O David saiu do palco e dirigiu-se à bancada do lado esquerdo. Apoiou o pé numa das 'escadas' da bancada, mesmo ao lado de uma senhora já de certa idade e de uma menina pequenita. Ri-me imenso. Ele a fazer os seus gestos frenéticos muito à rock'n'roll para aquela senhora que ficou aparentemente envergonhada quando as luzes a focaram :)
Foi mais um dos pontos altos, sem dúvida.

Segue-se a música " "There's Nothing Wrong With Us" e logo após esta ter terminado começa a já famosa história do famoso senhor de gabardina com os relógios pendurados no interior da mesma, que tem os relogios todos nas 6h e pouco, que abre a boca e lhe saiu um prédio de 10...40...80...150 andares, e por aí fora. No cimo desse mesmo prédio, um menino começa a assobiar, dando-se deste modo a ligação com a música seguinte, a "Superstars".

Logo após, um dos momentos mais esperados da noite por mim e pela Isabel que éramos as únicas, além da equipa do David e do próprio David, que sabiam que duas músicas seriam cantadas pelo David e pelo seu convidado especial, o "Sean Riley".
Juntos cantaram "Handle With Care" e ainda uma música dos Sean Riley and the Slowriders, curiosamente uma das minhas preferidas, "Houses & Wives". Liguei à minha amiga Lau para que ela pudesse desfrutar um bocadinho daquela magnífica união de vozes numa daquelas que também é uma das suas músicas preferidas dos Sean Riley.
O Afonso sai do palco e o David prossegue com o concerto.

É então que o David pede, primeiro às mulheres e depois aos homens, para fazerem barulho de modo a distinguir qual o sexo mais forte no concerto. As mulheres ganham e a recompensa foi bem apetecível. Uma música dedicada a nós. Nada mais nada menos que a tão conhecida música "Girls Just Wanna Have Fun".
Foi mesmo bem interpretada. Uma versão bem animada e com segundas vozes a complementar. Lindo!

Foi aí que começaram a "chover" papelinhos coloridos, o que deu um ambiente ainda mais de festa à coisa.
A música que se seguiu é também uma das minhas preferidas. Estou pois claro a falar da "The 80's". Dancei, pulei, cantei, sorri, enfim, fiz um número infinito de coisas.

Quando esta acabou, "It's Just a Dream" invadiu o Coliseu do Porto. Esta era a nossa deixa (minha e da Isabel) para abandonar a plateia e ir para o backstage, como tinha ficado combinado. Entretanto a banda do David saiu do palco deixando-o lá, sozinho, mas nada triste por sinal (:


Novamente no backstage:

Cheguei primeiro que a Isabel e fui para junto da Ticha apreciar a parte de trás do David (ahah isto até soa mal. Estou a falar da sua total figura de costas :D) ao som da "Angel Song". Entretanto a Isabel juntou-se a nós.

Quando acaba a actuação, o David pede que mais 6 David's se juntem a ele para juntos tocarem a "U Know Who I Am". De facto, eles juntaram-se a ele, mas mudos.
No backstage era possível ouvir o senhor que controlava o som dizer: "Não há som! Não há som! Porque é que não há som?" seguido de "Vê se isto e aquilo e mais não sei o quê estão bem ligados".

Surge a Ticha a correr reforçando a ideia de que o som não estava a funcionar. Instalou-se a confusão e enquanto isso o David controlou bem a situação. Começou por apresentar mais uma ou duas vezes os David's, mas como estes insistiam em não falar a solução foi mesmo prosseguir com o espectáculo enquanto o público o ajudava a cantar.
O público teve a brilhante iniciativa de acender as luzes dos seus telemóveis e acenderem isqueiros, o que criou um ambiente mesmo bonito durante toda a música. Incrível.
Terminada a música, a banda junta-se novamente ao David e juntos fazem soar a "This One's so Differente", umas das minhas preferidas deste novo albúm.

Quando esta estava quase a terminar fomos para o corredor com a Ticha e a Natália para nos preparamos para pintar a zonha dos olhos do David e dos elementos da banda, bem ao estilo do videoclip da "Stop 4 a Minute", para o 2º encore.

Foi um dos momentos cómicos da noite. Eu e a Isabel mergulhamos a esponjinha que nos deram na tinta preta. Mais parecia graxa pois mal entrava em contacto com a pela não havia modo de sair sem sujar tudo.

"E se ficar tudo torto? E se o sujar? Oh meu deus não posso ser a responsável pela má figura de qualquer um deles". Foram mais ou menos estes os 'stresses' que eu e a Isabel partilhávamos uma com outra, entre gargalhadas e mais gargalhadas

"Eu pinto o David. Vocês pintam o primeiro que vos aparecer à frente, ok?". Foram estas as palavras da Natália. Eu queria tanto pintar o Simões tudo porque nunca falei muito com ele. Assim sempre era uma desculpa :)
A música acabou e o David e a banda entram a correr. Parecia que o Coliseu estava a arder e tinhamos de sair todos pelas traseiras.
Procurei chegar ao Simões mas quando estava mesmo a chegar aparece a Ticha e pimba, rouba-me o homem. Ao lado estava o Fiél. Ia pintá-lo mas apareceu mais alguém já com a esponja pronta.

"Eu estou livre, quem falta ser pintado?", gritei.
"Pinta-me a mim, pinta-me a mim", disse o Paulo Pereira, o teclista.
Comecei a pintá-lo enquanto dizia "Se ficares mal desculpa, se ficar mal não me batas" e ele dó dizia "vai ficar bem não te preocupes".
E ficou Ficou bem mas ele no último minuto, ao levantar-se, tocou com a ponta do nariz na minha esponja. HAHA uma pinta preta no nariz. Lá tentei tirar aquilo mas ainda ficou meio manchado. A sorte é que quase nem se notava de perto por isso em palco ninguém ia notar muito. Graças a Deus.
Dirigiram-se à salinha onde eu e a Isabel tínhamos guardado as coisas e vestiram os fatos, uns roupões de pugilista basicamente.
Entraram em palco e nós regressamos para a plateia pois seria a melhor parte do concerto.

(continua)

1 comment

  1. Ai que riso!
    Foi demais aquele fim de tarde.
    Esqueceste-te de dizer que lhe tiraste uma das fotografias com a máquina que foi atirada depois para o público.
    E acho que o teu nome era o que o mariachi queria dar à filha :)

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