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4.21.2010

David Fonseca no Coliseu do Porto - parte 1

O ANTES:

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010. Nunca aguardei com tanta ansiedade a chegada de um dia. Quando chegou nem podia acreditar.
Estava em Vila Real e como acontece em qualquer outro dia do ano segui à risca a minha rotina matinal.
Apanhei o autocarro das 15h após um bom beijinho de despedida.
A viagem parecia não ter fim e todas as casas, árvores e pessoas foram vistas e apreciadas ao som de David Fonseca. Sim, pois durante todo o caminho era o único som que saía dos meus headphones.

CHEGADA AO PORTO:

Finalmente, Porto!
O tum tum do coração parecia aumentar gradualmente. Não estava nervosa, nunca estou quando o assunto é David. Acho que já entrei num estado de habituação tal que os nervos não me afectam. Mas não encontro solucção para a ansiedade e emoção. Fico sempre com uma pequena euforia, confesso.
Sai do autocarro e começou a chuviscar. Oh sorte maldita!
Com o écharpe na cabeça para o meu cabelo não virar um monstrinho.
Sabia mais ou menos onde se localizava o Coliseu mas tendo em conta que o meu sentido de orientação é semelhante ao de um peixe, preferi pedir indicações.
Lá encontrei a entrada traseira do Coliseu, o famoso portão verde que a Natália, uma das assistentes do David, tinha mencionado nas mensagens de facebook que me enviou.
Eram 17h. Só poderia entrar meia hora depois. Fui a um café, comprei uma água e um pacote de batatas fritas e voltei para a 'base', onde fiquei por longos minutos.

OLÁ ISABEL:

A chuva teimava em não parar. A minha mala rosa estava cada vez mais molhada e o meu cabelo tendia em aumentar um pouco o volume.
De repente oiço um Olá inesperado. Era a Isabel, a outra vencedora do passatempo e a pessoa com quem iria partilhar aquela experiência única.
Eram 17h15, mais ou menos. Ainda faltavam alguns minutos de espera, uma espera curta mas longa. A chuva caía e a Ticha, a assistente que nos iria buscar ao portão, não aparecia.
"17h30" - pensava -"Só quero as 17h30".

FINALMENTE:

Finalmente as 17h30 chegaram, bem como a Ticha.
"Olá Dani" - disse com a enorme simpatia com que já me habituou.
Cumprimentei-a e de seguida eu e a Isabel seguimo-la até aos backstages, local onde tudo se passaria.
Ela deu-nos algumas indicações que literalmente se resumiram a "Podem estar à vontade".

O ENSAIO:

Pousei a mala, peguei na máquina e segui a Ticha até ao palco, juntamente com a Isabel. E lá estava o 'nosso homem' a ensaiar de guitarra na mão. Comecei logo a filmar mas sinceramente fiquei logo vidrada em tudo o que se estava a passar.
Fui cumprimentando as pessoas que conhecia e metendo conversa com as que nunca tinha visto. Disse olá ao Paulo Salgado, o manager,que amavelmente trato por Simpatia. Foi aqui que ele fez questão de me dizer que nesse dia não estava muito simpático. Pudera, aquela profissão é um stress constante. Acreditem ou não há muita coisa feita à última da hora pois só à última da hora podem ser feitas.
Foi então que reparei que estava lá o Afonso dos Sean Riley. Fiquei boquiaberta. Acreditem ou não, ele é o meu segundo ídolo português. Adoro a voz dele, a sua pose, enfim.
eu sabia que era ele mas tive de perguntar à Ticha se não estava a ver coisas. Ela confirmou. Era o Afonso.
ele e o David estavam constantemente a ensaiar duas músicas que iriam cantar juntos no concerto. Pelo que disseram, convidaram o Afonso um pouco tarde, daí estarem a ensaiar sempre o mesmo.
Vou passar a parte do ensaio à frente.
ah, tivemos direito a credenciais e o Paulo Pereira, o grande teclista do David e dos Quem é o Bob, veio falar connosco. É das pessoas mais acessíveis que conheço.
De repente, surge o David com uma máquina descartável e diz: Isabel e Daniela, juntem-se para a fotografia.
Nós assim fizemos e "TXIC". Pensamos que a fotografia seria para ele mais tarde colocar nas redes sociais como habitualmente faz. Mas foi aí que ele disse que iria atirar a máquina durante o concerto.
"O quê?", pensamos. A reacção foi mutua. Afinal de contas a nossa foto poderia parar nas mãos de qualquer um. Oh God!

ESTÁ NA HORA DE JANTAR:


"Pessoal, são 19horas, temos de ir jantar pois as portas abrem às 20h para os Amazing Cats" - disse a Ticha quase em tom maternal (aquele tom maternal de uma mãe que só avisa uma vez senão há problemas :D).

Ainda demoraram um pouco a abandonar o palco e a finalizarem a montagem do espaço.
O momento por que tanto esperava aproximava-se. Afinal já tenho m historialzinho com o David mas nunca almocei ou jantei com ele. Seria a primeira vez.
A questão que me assombrava era "E se eu não gostar da comida?"
A Ticha veio ter connosco e disse para a seguirmos. O David acompanhou-nos e a meio do caminho perguntou se ninguém tinha uns óculos de sol. Intuito? Atirar os óculos durante o concerto. Foi assim que ganhei uns vermelhos há três anos atrás, em Esposende. Pena que ninguém tinha.
Um, dois,três passitos depois subimos umas escadas.
"Já me lembro disto" - disse o David.
E foi aí que entramos numa pequena sala com uma enorme mesa rectangular encostada à parede do lado direito repleta de comida e bebida, três mesas redondas no centro e uma pequena mesa do lado esquerdo onde se encontravam as sobremesas.

"Sentem-se onde houver lugar" - disse a Ticha. E assim fizemos. Sentamo-nos na última mesa da sala junto aos Mariachi e ao Afonso.

CONTINUA.....

3 comments

  1. Estou a ler tudo atentamente, e por dentro estou roidinha de inveja salsinha!

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  2. Esse 'continua' vai ser desenvolvido , certo ?

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  3. CERTO mas ando numa trapalhada com tantos trabalhos. nao tenho tempo para nada portanto agora so nas ferias. peço desculpa pela demora

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