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2.24.2010

O meu nome não é...

O meu nome não é Joana, Ana, Mariana ou Liliana, mas bem que podia ser. Não é Carina nem Cristina e muito menos Felismina ou Zumbelina.
Não me chamo Rita nem Carlota, Maria, Francisca, Diana ou Lara.
Tenho um nome vulgar. Corrijo. Mais vulgar que muitos, menos vulgar que outros. Não venero o meu, nem sequer o adoro. Gosto dele, força do hábito. Nunca o amei mas também nunca o ameacei com um 'risco por cim'.
Chamo-me Daniela. Isso mesmo, Da-ni-e-la. Prazer!
Já sofri com este nome por este rimar com infinitas coisas terminadas em 'ela' como por exemplo panela ou até mesmo canela.
Não, não é um nome fabuloso, nem sequer soa esplendorosamente bem.
Vivi com um nome que me foi dado e ao qual me habituei durante dezoito anos. O conformismo pode ser algo terrível.
Decidi mudar e criar uma 'nova identidade'.
Acrescentei Salsa - a minha mãe sempre disse que um pouco de tempero torna tudo melhor. Não me perguntei porque escolhi salsa; talvez tenha sido por gostar dela: é verde, fresca e sabe bem. Além disso, adoro bolinhos de bacalhau com salsa. Ah, e tremoços com salsa.

Assim, passei a ter um nome que gosto, que é estranho e engraçado, que soa bem e me encaixa que nem uma luva. Um nome que muitos já associam a mim só de ouvir.
Agora resta-me corroborar a ideia de que as mães têm quase sempre razão.

E bendito seja o tempero do quintal da minha avó.

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