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1.27.2010 Já fui daquelas pessoas com medo de dizer o que sentem quando devem mesmo dizê-lo. Agora, neste exacto momento, sentada em frente à lareira onde a lenha arde e as chamas palpitam, com o computador sobre as pernas, rio-me de mim própria. Rio-me pois não há mais nada a fazer senão rir-me do medo que tinha de dizer uma palavra pequena mas sincera, de sentir isso mas na verdade não o querer admitir por achar ser cedo demais, por achar que se o dissesse podia perder muito, ou tudo. Era assim que costumava ser, perdia tudo e deixei de dizer. Hoje rio-me porque se perdi foi porque tinha de perder ou então porque não dizia com medo das consequências. Recentemente disse-o num acto quase não pensado. Não controlei. Continuo a rir-me e agora mais fortemente. O problema não estava em mim, o problema não estava em ninguém. Não sei se o destino existe ou não, se somos controlados por aquelas 'astrologadas' todas e mais algumas. Mas uma coisa é certa: ainda bem que tudo é como é, que tudo acontece e pronto, torna-se rapidamente num aconteceu.
Gargalhada enorme. Visão de uma Daniela distante que se queixava montes de vezes por toda a gente ter namorado menos ela, por toda a gente estar a trocar carinhos e ir ao cinema menos ela.
Pergunto-me porque me queixava. Se a Daniela-passado soubesse como estaria a Daniela-presente jamais se queixaria.
E acho que esta é a história da rapariga que tinha medo de dizer o que sentia mas que agora passa a vida a dizê-lo, mais do que uma vez por dia, repetindo-se e voltando a repetir-se, sem nunca se cansar, sem nunca ser cansativa.

1 comment

  1. também era assim, quer dizer, continuo a ser. disse uma vez aquilo que sentia, com a maior sinceridade possível, e não fui correspondida. desde aí não consegui mais dizer...

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