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não tinha mais nada para fazer.
ando mais aborrecida que uma iguana.

Sometimes its hard to recognise
Love comes as a surprise



Simplesmente adoro esta versão da Read My Mind dos The Killers ♥


Saricoté


Apetece-me falar dos dias passados em casa da Sara, porque foram lindos, ainda que as horas não tenham custado nada a passar. O tempo com ela voa, meu deus!
As inúmeras fotografias tiradas com as mais engraçadas técnicas recentemente aprendidas, os momentos de risota provocados pelo seu irmão 'do meio', que se encontrava de braço ao peito por ter escorregado à porta de casa; o almoço por nós confeccionado, onde a dona cenoura-gigante nos fez rir imenso, sem esquecer o Rasta, o cãozito com pêlo encaracolado que se encontrava visivelmente na puberdade (quem sofreu foi a minha perna) e a Chica Maria, a cómica gata de orelhas cortadas, coitada!
E é certo e sabido que com a Sara as situações caricatas surgem do nada. É impossível não largar uma enorme gargalhada quando me lembro da posição dela quando adormeceu, enroladíssima no edredon fofinho de penas, durante o filme da Amelie Poulain. Devo dizer que atrofia bastante ver um filme onde o que ouvimos é francês e as legendas do mesmo se encontram em inglês. Ainda por cima na Amelie, onde o narrador fala incrivelmente rápido.
Depois disto, só mesmo a reacção da Sara quando fingi que lhe ia mostrar o video "Two Girls, One Cup" (:
Foi simplesmente lindo!

Epilepsia Emocional

Epilepsia Emocional (link) é, sem dúvida alguma, o melhor site para os amantes de música. Numa simples página, temos acesso a todos os concertos em Portugal, desde o momento presente até ao final do ano. Não é simplesmente genial? (:

Esta coisa de gostar de alguém

O meu amor pelo Alvim aumentou após ter lido esta crónica da sua autoria. Mas quem diria que o Alvim, que apesar de ser um rapaz culto tem a sua dose de loucura bastante alterada, escreveria algo assim tão acertado e... romântico?




Photobucket

Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e por vezes — em mais casos do que se possa imaginar — existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram — querem — mas quando gostam — e podem gostar muito — há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açúcares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade? E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui, que me irrita a pele.”
Ora, por vezes o simples facto de gostarmos de alguém pode provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos. E muitas das vezes sabendo deste nosso problema escolhemos para nós aquilo que sabemos que invariavelmente iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que — aqui entre nós — é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de dez anos de relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou — e o professor Júlio Machado Vaz que se cuide — foram as expectativas que nós criámos em relação a ela. Impressionados?
Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é difícil — dizem — é saber quando gostam de nós e quando afirmam isto, bebo logo dois “dry” Martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil, porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “Ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “Ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “Ai que não vi a tua chamada não atendida”. Quando se gosta de alguém — mas a sério, que é disto que falamos — não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há SMS que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque não recebi as flores que pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de impossibilitar o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém — e estou a escrever para os que gostam — vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós.
Fernando Alvim, Jornal Metro
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Estava indecisa sobre qual deveria postar. Gosto tanto de ambas. Mas como hoje não estou para mais dilemas...

Videoclip David Fonseca - parte 2


De forma bem resumida devo dizer aquilo que até agora não podia dizer para não estragar o factor surpresa. Fomos filmados por partes: primeiro tínhamos de entrar no teatro e sentarmo-nos, depois falar, fingir que filmávamos ou tirávamos fotos, enfim, tudo aquilo que fazemos antes de um concerto começar. De seguida, pediram-nos para dançar, saltar, divertirmo-nos ao som de uma música bastante inusitada (:
Depois da diversão veio a super diversão. Fotos com o David. Sorte que a minha lata para algumas coisas é enorme. Disse que iria pedir ao David para ir para as suas cavalitas. Acho que muitos acharam que estava a brincar. Mas substimaram-me.
O David adorou a ideia e quando já estava nas costas dele a nossa conversa foi a coisa mais cómica do mundo.

Eu dizia coisas do tipo: Ai David desculpa a minha obesidade. Para a próxima não como tanto. Eu sei que vais ficar sem te conseguires mexer mas pensa que ficará giro, valerá a pena. Não é todos os dias que tens a honra de estar com uma vedeta nas tuas costas (:

Ele sorria imenso e com piadas do género respondia: Já estou a ficar muito velhote para estas coisas, ai as minhas costas, amanhã sentirei as consequências. Faz o que quiseres Daniela, tu aqui podes fazer o que quiseres.

E foi aqui que a maior careta do mundo foi feita e registada pela câmara (:
Agora dá para perceber o porquê do meu enorme sorriso parvo lá no vídeo ...

Videoclip "A Cry 4 Love" - David Fonseca




"Hoje pões-te a pé cedo..."
Estas foram as palavras da minha mãe quando se deparou comigo e com a Joana a ver o tão esperado miminho do David. Acho incrivel tudo e mais alguma coisa. Podem gostar, tenho a certeza que gostarão, mas nunca sentirão nada. Já eu...
Cada cara me é familiar. Cada situação me relembra algo. É incrível!
ps- nunca mais me vou rir na vida. fico com os olhos enrugados como uma velha (:

Videoclip: A Cry 4 Love





The eyes are made to see, They see the paths of our lives
The heart is there to feel, It feels the energy of our time

Faltam 3 dias

"Olá a todos!
Parece que afinal o vídeo demorou um pouco mais do que os 10 dias prometidos (mas não muito mais!). A estreia está marcada para o próximo dia 13 de Agosto e pode ser visto online no meu site (http://www.davidfonseca.com). Ao que tudo indica, passará também em estreia televisiva no programa Top+ da RTP1 no próximo sábado, 15 de Agosto.
Antes de tudo isto, podem ver o trailer do vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=F4uFoQZZo-c
Quero aproveitar uma vez mais para agradecer a vossa participação no vídeo e esperar que gostem tanto do resultado como eu
Abraços e beijos a todos vocês,
David"

Inicia-se, assim, a contagem decrescente para a estreia do novo vídeoclip do David Fonseca. Não apareço no trailer, e eu sei porquê, mas não posso dizer (: apenas digo, sem querer ser convencida, que as partes engraçadas devem permanecer em segredo absoluto. Só assim existirá o factor surpresa. Portanto, dia 13, vejam o clip (:

Entretanto, aqui fica um cheirinho.


Paredes de Coura - parte 4


Finalmente o último post sobre Paredes. E tanta coisa ficou por dizer...

Dia 1 Agosto

A mesma rotina: acordar, banho, deitar na relva a ver as pessoas a passar, dizer piadas, rir até chorar, beber, comer e voltar a beber.
Foge Foge Bandido foi bom dentro dos possíveis. É aquilo a que eu chamo 'um bom concerto para ver numa sala de espectáculos'. Contudo, apesar de calminho, foi bastante agradável, até porque fico sempre hipnotizada com a voz e olhos do Manel.
Gostei especialmente da parte em que uma rapariga, provavelmente já alcoólica, começou a gritar "Manel faz-me um filho". Isso aliado aos cartazes com frases catitas que se encontravam junto ao palco resultou numa expressão única do Manel, que reunia um pouco de "que engraçado" com "que merda vem a ser esta?".
The Right Ons passaram-me ao lado pelo simples facto de estar a morrer de fome e a necessidade de fazer um piquenique sem toalha, juntamente com a obrigação de não permitir que a vodka preta se estragasse eram bem maiores do que qualquer outra coisa.
Terminadas as sandes de atum e salsicha, assistimos a Howling Bells, concerto que o Luís tinha apontado como a grande revelação desta edição de PDC. O resultado das antevisões é que podem estar erradas (:
Tendo em conta que o Luís é um grande entendido (como ele próprio afirmou, quando está 'alegre' só fala 'musiquês'. Eu confirmo!), tanto eu como a Laura estávamos à espera de um grande concerto, o que não se verificou. Assisti ao espectáculo sentada na relva, abanando a cabeça muito levemente. Contudo, atribuo um louvor à Juanita Stein pela enorme simpatia com que comunicou com o público. Esta chegou até mesmo a dizer que estava a adorar a experiência no nosso país uma vez que aquele era o ambiente mais bonito onde alguma vez actuou.
Seguidamente, fomos contemplados com o extrovertido Jarvis Cocker. Sempre divertido, encantou-me pela forma como comunicava com o público. Tem um estilo muito próprio, pelo qual me apaixonei. Encantou-me com determinadas músicas, como por exemplo Further Complications, Leftlovers e Homewrecker.
Apesar do esforço de Jarvis relativamente à sua performance , a multidão estava mais entusiasmada com o concerto que decorreria em seguida, The Hives.
Como já estávamos à espera, Pelle Almqvist deu-nos vontade de rir com o seu enorme egocentrismo e os sucessivos "We are The Hives" e "You love The Hives". Porém, é impossível negar o excelente concerto que estes senhores deram. Apesar de no final já estar sem forças devido ao numeroso e empolgante mosh, no qual orgulhosamente participei, a energia deles contagiou-me. Terminou da melhor forma com o tema Tick Tick Boom.
Sizo apenas ouvi enquanto o Luís devorava algo comestível do qual não me recordo. Eu espumava por uma coca-cola devido à enorme sede que me assombrava. O multibanco estava bastante concorrido, o que só nos consumiu tempo. Apreciei umas quantas técnicas utilizadas com determinadas substâncias, e por isso mesmo me foi pedido para fazer um filtro. Não obrigada!
A dor nas costas estava a tornar-se insuportável. Estávamos prestes a desistir, não fosse a minha querida Kids dos Mgmt começar a tocar. E assim se deu uma boa entrada do Nuno Lopes. Não assistimos até ao final, devido às dores enervantes e à própria música que se estava a tornar um pouco repetitiva, um constante déjà .
Bebemos água gelada. A noite estava um pouco fria.


Dia 2 Agosto

Arrumar: desde guardar tudo nas mochilas a comer os restos para evitar levar demasiadas coisas, passando pela desmontagem da tenda e breves despedidas.
Amontoamos o carro do Luís. Abastecemos o carro, apesar do Luís não se recordar o que o 'bolinhas bebia'. Portagens e mais portagens. Antena 3 e o seu programa de música "yo!" bastante irritante. Mais portagens. Chegamos a Barcelos. Despedimo-nos do Manel, aquele cómico-metaleiro que afirmava que Paredes de Coura é uma vila que foi construída pelos milhares de indies que frequentavam o festival (:
Fizemo-nos novamente à estrada. Direcção - Chaves. Próxima paragem- Guimarães, onde eu e a Laura, momentos após descarregamos as coisas junto ao shopping e esperamos pela chegada da minha mãe. Só queria um banho, um bom e perfumado banho.
A mãe chegou. Falamos de tudo quanto a Paredes. Ou melhor, falei. Tenho de aprender a controlar-me (:
Pus os pés em casa. Nunca amei e odiei tanto chegar a casa. Tudo o que passamos naquele acampamento poeirento, tudo o que dissemos na tenda azul/prateado, tudo o que presenciamos no magnifico recinto eram agora apenas lembranças.
Mas existe uma certeza: para o ano estamos novamente lá. Ai se estamos!

Apetece-me postar fotos (:
It's gonna be a beautiful day, So do the bluebirds sing
As I take your hand, And you take my kiss
And I take the world, 'Cause out of all the people I've known
The places I've been, The songs that I have sung, The wonders I've seen
Now that the dreams are all coming true, Who is the one that leads me on through

♥ ♥

It's you
Who puts me in the magic position,
darling now.
You put me in the magic position

To live, to learn, to love in the major key

kansdklsid


Videoclip de "A Cry 4 Love" está terminado.
Falta saber quando será
possível vê-lo : |

Paredes de Coura - parte 3


Dia 30 Julho

Dor de cabeça enorme. Sentíamos agora os efeitos da garrafa de Casal Garcia que tanta alegria nos tinha dado na noite anterior. Tentámos levar os nossos corpos até às piscinas para tomar banho mas rapidamente desistimos. Parámos para descansar. Tínhamos de comer urgentemente. Estávamos fracas. Concordámos que seria melhor uma ir até à tenda buscar algo para comer enquanto a outra tratava das sagradas coca-colas e o típico cafézinho anti-ressaca.
Calhou-me o caminho mais penoso. Pensei que desmaiaria durante o percurso. Cheguei ao campo, abri a tenda e peguei na primeira coisa comestível que vi: uma saqueta de croissants.
Encontrei-me com a Laura. Comemos os croissants todos, bebemos a coca-cola rapidamente e de seguida, o café. Ficámos bem melhor mas o zum-zum permanecia dentro das nossas cabeças.
"Hoje não bebemos!", pensamos. Mas esta promessa mais tarde não se verificou, como é óbvio.
Fiquei a saber que enquanto pedia as colas, a Laura teve uma quebra de tensão. Em que situação nos encontrávamos.
Fomos tomar banho, mas as piscinas só abriam às 15h30. Eram 13horas. Esperamos minutos a fio mas valeu a pena: a água estava quente e ficamos sensivelmente melhor. Ao fim da tarde bebemos umas cervejas. Ofereceram-me uma devido à minha simpatia (lol).
Os concertos dessa noite foram indescritíveis.
The Horrors foram, na minha opinião, uma desilusão. Como disse o Luís: "The Horrors foram Horror-osos".
Supergrass serviram para aquecer para o grande concerto que se aproximava, ou seja, Franz Ferdinand, que foram indubitavelmente o melhor concerto do festival. Foi impossível não vibrar ao som de The dark of the matinée, No you girls e Take me out. O único ponto negativo deste concerto foi o facto de alguns amiguinhos do país vizinho me terem entornado a Sagres em cima.
Os restantes concertos do dia foram bons, pelo menos do que ouvi. Mas confesso que não estive muito presente. O mesmo digo do after hours (:

ps- deliciosa Coca-Cola de pressão bebida no auge da nossa sede.
ps2- Batatas fritas devoradas quando chegamos à tenda. Maravilha!


Dia 31 Julho

Gostei de Mundo Cão, apesar do nosso pequeno atraso. Portugal The Man passou-me completamente ao lado. Aliás, só permaneci junto ao palco principal devido à insistência do Luís. Não apreciei as músicas e muito menos a presença da banda. Além disso, a comunicação com o público foi escassa.
Foi então que fui alvo de uma situação caricata:
"Desculpa, não conheces ninguém que venda 'cena'?"
Fiquei especada a olhar para o rapaz até que perguntei se tinha cara de quem conhecia, pergunta à qual respondeu "Tens é cara de quem fuma!".
Conclusão: tenho cara de drogada e de dealer (:
Apreciei Blood Red Shoes pois já conhecia bem as músicas e, claro, porque o Steven Ansell é um miminho caído do céu. Devo ainda dizer que gostei da maneira como apenas dois elementos conseguiram captar a atenção do público
Peaches provou mais uma vez ser um furor no palco. Escalou o palco, envolveu-se na multidão e mostrou inúmeros outfits bastante originais. Cativou todos os presentes. Numa palavra, decsreve-se a Peaches e o seu concerto: sexo!
Nine Inch Nails era um dos grandes nomes de Paredes de Coura 09, mas deixou muito a desejar, na minha opinião. Pensei que atingiria a euforia máxima, mas não: limitei-me a ficar sentada na relva a apreciar as diversas músicas enquanto olhava para o céu estrelado. Gostei, mas pensei que seria bem melhor.
Kap Bambino estava ao rubro, e por mim ficava lá até ao final. Mas devido a umas certas pessoas que deciram sentar-se na tenda do palco secundário e ocupar o pouco espaço existente para dançar, fui embora. Punks Jump Up apenas chegaram aos meus ouvidos quando já me encontrava a caminho da tenda. Não sei se estou certa ou errada, mas não me parece que tenha sido algo de muito especial. A chuva começou a cair fortemente. Adormecemos rapidamente, tal era o cansaço.

Paredes de Coura - parte 2

Dia 29 Julho

Acordámos às 11h. No dia anterior, umas raparigas simpáticas do nosso campo tinham dito que acordaríamos por volta dessa hora devido ao excessivo calor. Assim foi.
Além disso, os vizinhos lisboetas da carrinha verde-estranho fizeram questão de ligar o rádio e alegrar o dia com diversas musiquinhas engraçadas, oriundas dos anos 60, 70 e 80. Era completamente impossível continuar a dormir.
Decidimos ir à vila e ficar a conhecer a zona. Caras conhecidas foram surgindo, assim como as paragens para a típica treta de dois minutos: olá, tudo bem? por aqui? onde estão acampados? blá blá blá!

Depois de deambularmos pela vila, voltámos ao campo para pegar nas coisitas necessárias para usufruir de um bom banho. Depois disto, novamente a caminho da vila, encontramos o Amaral. Risota total!
Minutos passados na fila e um banhinho depois, fomos ao Mini Preço onde uma vodka preta nos escapou entre os dedos. Solução? Duas garrafas de Casal Garcia. Resultado? Uma grande alegria.
Foi devido à Sra. Garrafa de Casal Garcia que me exaltei em algumas coisas, incluindo um inusitado BOA NOITE que me perseguirá para o resto da vida. Mas os concertos foram a melhor maneira de me animar (ainda mais) e de me rir e dançar sem parar.

Sean Riley & The Slowriders
e The Strange Boys foram apreciados de forma única e subtil: sentadas na relva, a ver as inúmeras alminhas que passavam. Já Patrick Wolf teve de ser 'consumido' bem de perto, com movimentos nada forçados feitos pelos pés e braços, seguidos da cabeça e rabinho: foi simplesmente impossível ficar parada e não sorrir de tanta energia que ele me transmitiu. Sem dúvida alguma, foi um animal de palco que captou toda a minha atenção!
A noite acabou da melhor forma com os Bons Rapazes que levaram a minha alegria ao rubro quando passaram uma das minhas músicas preferidas. Convoquei a Laura e o Luís para me acompanharem (que honra), e depois do maravilhoso 'chichizinho' formou-se uma reunião bastante engraçada junto às casas de banho. Tinha encontrado uns amiguinhos do Fotolog e inevitavelmente iniciou-se uma troca de informações descomunal.
A conversa teve imensa piada, principalmente a parte em que um deles me chamou Elsa pois Come Salsa lhe fazia lembrar esse nome.
A conversa terminou e quando a partilhava com a Laura e Luís, apercebi-me que a Kids dos MGMT estava a soar fortemente no palco secundário.
Sem pensar duas vezes, comecei a correr. Corri, corri, corri, e só parava às vezes para verificar se a Laura e o Luís não se tinham perdido. Corri mais um pouco e finalmente alcancei a tenda. Parei e apreciei aquela música de uma forma bastante intensa.
FOI LINDO!

Era impossível não afirmar que aquela noite dormiria melhor do que nunca (:
Depois de tudo isto, fomos para a tenda, onde falamos até adormecer.
Estava a ser tudo tão perfeito...

Paredes de Coura - parte 1


Paredes de Coura foi um experiência mais do que única.
Relatar os acontecimentos será uma tarefa complicada pois ficará sempre aquém do que realmente se sucedeu. Imaginem somente que estou de sorriso enorme estampado no rosto e carregada de energia e emoção enquanto escrevo; deste modo, será mais simples atingir a realidade, pois a adrenalina era suficiente para dar e vender e sempre que relembro tudo o que foi dito e feito, a emoção volta a atacar-me em força.

Paredes de Coura foi ansiosamente esperado por mim e pela Laura. No dia anterior o entusiasmo não desaparecia, mas o dia parecia não acabar. Quando dia 28 finalmente chegou, e depois da tremenda aventura em Leiria e das longas viagens efectuadas, Paredes tornou-se algo bem real. Aliás, mais do que real. Mal pusemos os pés no solo que rodeava o recinto deparamo-nos com um bonito problema: o Luís e o Manel, que deveriam estar no acampamento, com as suas tendas montadas e com um lugarzito reservado para a nossa 'casinha' azul/prateada não se encontravam em Paredes. Imaginem o nosso espanto quando, todas empolgadas e carregadas de coisas, ligámos ao Luís a pedir para se encontrar connosco na entrada e ele nos responde: "Calma, não era só amanhã que vocês iam pra PDC?"

Teve imensa piada, sim. Mas também resultou num novo problema: como carregaríamos SOZINHAS tudo o que tínhamos levado? Não era tralha, eram coisas necessárias, como comida e mais comida e mais comida...
Respirámos fundo e encaixamos tudo aquilo em cima de nós, dos pés à cabeça.
Ouvi uma voz conhecida a chamar por mim; encontrara assim a primeira pessoa conhecida em Paredes: o Beja.
Dois minutos de treta depois, voltámos a caminhar lentamente, sempre a rir à gargalhada, o que só complicava a jornada. Curiosamente, um grupo de rapazes simpáticos, que nunca mais voltámos a encontrar, ofereceram ajuda.
A complicação seguinte foi o local para montar a tenda. Onde existia muito espaço, a lama era um tormento, assim como as contantes poças de água. Nos locais de bom solo, o espaço era insuficiente para as tendas do Luís e amigos. Para piorar a situação, começou a chuviscar. Decidimos ficar no campo C. A tenda foi montada rapidamente e a reflexão que fizemos quando já tudo estava arrumado e a roupa quente vestida foi incrível: aquele tinha sido um dia único e estávamos em Paredes, apesar do mau olhado de muito boa gente.

Dali em diante, seria um verdadeiro mimo!

Small Note


Esqueci-me de algo fundamental:


Obrigada a todas as pessoas fabulosas com quem partilhei esta experiência. Cada um de vocês foi uma das peças do puzzle desta aventura.
O meu agradecimento especial ao João e ao Miguel, por terem vivido tudo isto de uma forma mais próxima. Foi mais do que giro dizer barbaridades que saíam instantaneamente com vocês, tirar uma bonita fotografia, rir até doer os maxilares e partilhar o constante nervosismo que sentíamos e a aflição sentida devido à forte luz branca que nos encadeava os olhos.
Obrigada a todos vocês, e ainda a toda a equipa técnica e ao David, que mais uma vez aturaram a minha hiperatividade (:

"A Cry 4 Love" - Videoclip- parte 1




Dia 28 de Julho foi, indubitavelmente, um dos melhores dias do ano e ficará para sempre gravado na minha memória. Quem diria que um simples e-mail acabaria numa aventura tão mágica e caricata.
Serei obrigada a poupar-vos de pormenores pois só assim o factor surpresa será uma realidade no dia em que o 'filhote do David' estiver pronto a ser visto por todos os interessados.
Mas apesar das limitações resumirei tudo aquilo que pode ser contado.
A viagem iniciou-se relativamente cedo. O entusiasmo apoderava-se de mim, pois aquele seria um dia cheio de emoções fortes.
O longo percurso foi encarado com enorme veemência; desde ouvir o novo single do David e as tão conhecidas músicas do álbum 'Dreams in Colour', a comentar tudo o que víamos, a rir de tudo o que era dito, a enorme atenção dada à 'secretária' que nos indicava o caminho (o GPS), a comer maçãs, bananas, sandes.
Após estacionarmos o carro num local aparentemente normal, que mais tarde se revelou um local pago (que não foi pago), apalpamos território até finalmente encontrar o Teatro Miguel Franco, em Leiria.
Junto à entrada do Teatro, deparei-me com o Manager, Paulo Salgado, a quem carinhosamente chamo Simpatia (longa história).
Meia dúzia de minutos de treta quanto ao que se iria passar e depois de um bife com batatas fritas e arroz, teve início a gravação.
Os minutos foram passando. Cada sorriso, cada palavra, cada música ouvida, cada expressão; desde as risadas dadas devido à ofuscante luz e câmara inimidante tremendamente às fotografias tiradas para aliviar o nervoso miudinho. Enfim, nada, mas mesmo nada apagará cada uma destas pequenas grandes coisas. Tudo teve importância, até o mais pequeno pormenor.
O que foi feito, não posso contar para já, por muita vontade que tenha (e acreditem que tenho imensa), mas que foi uma experiência única, foi.

Apenas acrescentarei que o ditado "quem tem boca vai a Roma" é das coisas mais certas alguma vez ditas pelo Homem. Quando virem o clip, perceberão o porquê desta afirmação, uma vez que apareço de uma forma bem cómica mas satisfeita, e serei alvo de inveja de muita gente (:

Bacafuzadas, Voltei !

Acabo de chegar de Paredes de Coura. Tenho tanto para contar sobre o que se passou nestes últimos dias que nem sei por onde começar. Desde o clip do David às mais caricatas situações vividas naquele que foi o pico mais alto do meu Verão.
Quando acabar de colocar a máquina a lavar, farei os possíveis para contar tudo e mais alguma coisa (:

Até Já*
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