Social icons

12.19.2009

Entrevista David Fonseca

Para todos aqueles que não têm acesso ao Jornal Informativo da UTAD, aqui fica a entrevista a David Fonseca.

David Fonseca anda em tournée para promover o seu novo álbum Between Waves. No dia 28 de Novembro foi a vez do grande auditório do Teatro de Vila Real receber as novas canções e o talento que o artista tem para oferecer. David Fonseca presenteou os Vila-realenses com um concerto cheio de vida e cor e não deixou ninguém indiferente com o humor que foi demonstrando ao longo do espectáculo. Os bilhetes acabaram por esgotar e o grande auditório encheu por completo.

No final do concerto o cantor disponibilizou prontamente a entrevista que se segue ao Informativo.

Between Waves parece reunir um pouco de tudo aquilo que já conhecemos de si, ou seja uma faceta romântica e um tanto melancólica aliada ao seu lado frenético, mas de uma forma diferente, inovadora. Como classifica este seu novo álbum?

Acho que é um disco que tem alguns pés no passado, que reflecte algumas coisas que eu tinha feito mais atrás mas que as mistura todas numa sonoridade nova. Tentei também desbravar caminhos novos como aconteceu aqui no espectáculo, especialmente onde há canções muito diferentes do que fiz anteriormente. É chamada a ruptura na continuidade.

Após o show case do dia 24 de Outubro e após este concerto no teatro de Vila Real o que tem a dizer sobre o público Vila realense?

Acho o mesmo desde a primeira vez que aqui vim, não é a primeira vez que actuo nesta sala. Há muitos anos que tenho actuado em Vila Real e tenho tido sempre uma receptividade muito grande, excelente, e por isso é que volto tantas vezes. Gosto muito de vir tocar aqui e não é por acaso que escolhemos Vila Real como uma das primeiras cidades para tocar nesta tournée. E correu muitíssimo bem como se viu.

Antes do lançamento do novo álbum, lançou um passatempo que permitiu alguns dos seus fãs participarem no videoclip do single “A Cry 4 Love”. Como surgiu a ideia e como classifica essa experiência?

Esta ideia surgiu porque já há muito tempo que queria fazer uma coisa do género, achava que era divertido para as pessoas do lado de lá passarem um bocadinho para o lado de cá e assim passarem uma tarde divertida connosco. Nunca pensei que tanta gente concorresse, foi muito difícil seleccionar as pessoas, vieram praticamente de todo o país: ao selecciona-las, tarefa que aliás não coube só a mim, tentei que fossem um pouco de todo o lado e que pertencessem a várias colectividade e comunidades diferentes. A ideia era representar as pessoas que vão ver um espectáculo meu. Foi uma tarde muito divertida que valeu a pena, foi mais uma tarde de diversão do que trabalho. Foi essa também a razão porque o quis fazer.

Uma das suas preocupações é inovar em cada álbum, em cada projecto que faz. O progredir dessa constante inovação tem-se tornado mais difícil ao longo do tempo?

Não tenho dúvidas nenhumas, é cada vez mais difícil porque não quero repetir as mesmas coisas, passar pelos mesmos processos: mas acho que isso é uma parte do desafio, passar por essas barreiras e fazer coisas novas.

O seu novo álbum ganhou um galardão de Ouro e conseguiu alcançar o primeiro lugar do Top Nacional de Vendas logo na semana do seu lançamento. O que contribuiu para todo este sucesso?

Contribui o facto das pessoas terem muita curiosidade sobre o meu trabalho e querer descobri-lo de forma rápida. Por isso é que logo na primeira semana foi parar ao número um. É um grande elogio que me dão a mim, ao meu trabalho e àquilo que eu faço. Significa que há um interesse muito grande em descobrir o que de novo ando eu a tramar. Por isso fico obviamente muito contente também.

Habituou os seus fãs a um contacto quase directo consigo, através de diferentes redes sociais, como o Twitter . Acha que isso é uma mais-valia para a sua carreira visto que estabelece uma ligação mais próxima com aqueles que o admiram?

Considero que sim porque é uma maneira de eu para já perceber como é que as pessoas ouvem a minha melodia, porque razão a ouvem e quem são. Não gosto de compor uma música para pessoas anónimas, acho um bocadinho estranho porque aprecio a ideia da familiaridade entre as pessoas que ouvem as minhas músicas. Tento ao máximo possível espevitar esse contacto e é também muito divertido conhecer essas pessoas.

Frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e estudou cinema vertente de imagem. Ambicionava realmente na altura exercer as funções para as quais se formou academicamente ou já ambicionava construir uma carreira musical?

Não, pensava exercer o que tinha estudado. Fui músico por acidente, nunca pensei fazer música pelo menos profissionalmente.

Nessa altura pensava mesmo em fazer o meu curso e prosseguir essa área.

Agora sou músico profissional e acabo por seguir essa área quando há videoclips ou fotografias para fazer. Felizmente nunca a abandonei por completo.

Como é óbvio, a sua vida não é só música. Não é o David artista 24 horas por dia e portanto, como qualquer pessoa, tem certos passatempos. Como é o David nos tempos livres?

Faço muitas coisas que as pessoas comuns também fazem: jogo playstation, vejo muitos filmes, passo muito tempo com a minha família, em casa, curiosamente não saio muito. Gosto de estar descalço o dia inteiro, de ouvir música, de ouvir vinis, gosto de comprar vinis em segunda mão no Ebay, (as vezes é uma doença e estou a tentar travá-la porque já tenho mais vinis do que alguma vez poderei ouvir.) As vezes tento adormecer cedo o que é difícil e acordar cedo que também o é. Ocupo o meu tempo livre com todas essas coisas que se fazem quando se está em casa.

2 comments

Powered by Blogger.