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8.03.2009

Paredes de Coura - parte 1


Paredes de Coura foi um experiência mais do que única.
Relatar os acontecimentos será uma tarefa complicada pois ficará sempre aquém do que realmente se sucedeu. Imaginem somente que estou de sorriso enorme estampado no rosto e carregada de energia e emoção enquanto escrevo; deste modo, será mais simples atingir a realidade, pois a adrenalina era suficiente para dar e vender e sempre que relembro tudo o que foi dito e feito, a emoção volta a atacar-me em força.

Paredes de Coura foi ansiosamente esperado por mim e pela Laura. No dia anterior o entusiasmo não desaparecia, mas o dia parecia não acabar. Quando dia 28 finalmente chegou, e depois da tremenda aventura em Leiria e das longas viagens efectuadas, Paredes tornou-se algo bem real. Aliás, mais do que real. Mal pusemos os pés no solo que rodeava o recinto deparamo-nos com um bonito problema: o Luís e o Manel, que deveriam estar no acampamento, com as suas tendas montadas e com um lugarzito reservado para a nossa 'casinha' azul/prateada não se encontravam em Paredes. Imaginem o nosso espanto quando, todas empolgadas e carregadas de coisas, ligámos ao Luís a pedir para se encontrar connosco na entrada e ele nos responde: "Calma, não era só amanhã que vocês iam pra PDC?"

Teve imensa piada, sim. Mas também resultou num novo problema: como carregaríamos SOZINHAS tudo o que tínhamos levado? Não era tralha, eram coisas necessárias, como comida e mais comida e mais comida...
Respirámos fundo e encaixamos tudo aquilo em cima de nós, dos pés à cabeça.
Ouvi uma voz conhecida a chamar por mim; encontrara assim a primeira pessoa conhecida em Paredes: o Beja.
Dois minutos de treta depois, voltámos a caminhar lentamente, sempre a rir à gargalhada, o que só complicava a jornada. Curiosamente, um grupo de rapazes simpáticos, que nunca mais voltámos a encontrar, ofereceram ajuda.
A complicação seguinte foi o local para montar a tenda. Onde existia muito espaço, a lama era um tormento, assim como as contantes poças de água. Nos locais de bom solo, o espaço era insuficiente para as tendas do Luís e amigos. Para piorar a situação, começou a chuviscar. Decidimos ficar no campo C. A tenda foi montada rapidamente e a reflexão que fizemos quando já tudo estava arrumado e a roupa quente vestida foi incrível: aquele tinha sido um dia único e estávamos em Paredes, apesar do mau olhado de muito boa gente.

Dali em diante, seria um verdadeiro mimo!

3 comments

  1. Ainda estou completamente , sei lá , sem reacção. Ainda por cima, viste Franz certo salsinha??? Que coisa :o
    Essas fotografias lindas , tu és um mimo sabias ? :)

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  2. um dia cheio de peripécias é que faz um dia único :)
    imagino que paredes dever ter sido legendário!

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  3. YEAH!

    só vos faz bem ter de carregar umas malinhas :)

    (gosto das tuas descrições)

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